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Acolhimento e respeito à diversidade
Entenda mais sobre o papel e a importância da Psicologia no atendimento da população LGBTQIAPN+

Na minha prática clínica, acredito no poder transformador da escuta, do acolhimento e do respeito à diversidade. É essencial compreender que a homossexualidade e a transsexualidade não são doenças ou desvios de conduta. Muito pelo contrário: são expressões legítimas e naturais da pluralidade humana.
Desde 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da sua lista de transtornos mentais. Da mesma forma, em 2018, a transsexualidade também deixou de ser considerada uma patologia. Esses marcos históricos refletem avanços significativos no entendimento científico e no compromisso com a dignidade e os direitos das pessoas LGBTQIA+.
No Brasil, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) reafirma essa posição desde a Resolução CFP nº 01/1999, que proíbe qualquer prática que proponha a "cura" da homossexualidade, reforçando o respeito às diferentes orientações sexuais. Mais recentemente, a Resolução CFP nº 01/2018 ampliou essa proteção para as pessoas trans, destacando que a identidade de gênero não deve ser alvo de intervenções terapêuticas que visem "corrigi-la".
Apesar dessas conquistas, ainda persistem desafios significativos. De acordo com a pesquisa "LGBT+ no Brasil: Diagnóstico dos direitos e das políticas públicas" (2021), cerca de 60% das pessoas LGBTQIA+ afirmam já ter sofrido discriminação em serviços de saúde. Além disso, dados da ANTRA (Associação Nacional de Travestis e Transexuais) apontam que o Brasil segue como o país que mais mata pessoas trans no mundo, evidenciando a urgência de políticas públicas e do acolhimento profissional para essa população.
A despatologização e a descriminalização dessas identidades são passos fundamentais na luta histórica por igualdade e respeito e para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva. Ainda hoje, muitas pessoas LGBTQIA+ enfrentam preconceito, discriminação e violências que afetam profundamente a saúde mental. Por isso, é essencial garantir que elas tenham acesso a serviços de saúde mental que sejam inclusivos, informados e livres de julgamentos. Como psicóloga, reconheço a importância de oferecer um espaço seguro, ético e acolhedor para que cada pessoa possa ser quem é, sem medo de julgamento. Na psicoterapia, cada história é única, e cada pessoa merece ser escutada com empatia e cuidado. E cada vida merece ser vivida com liberdade e autenticidade.
A população LGBTQIA+ tem o direito ao cuidado em saúde mental que respeite suas identidades e promova seu bem-estar. Se você está em busca de apoio para lidar com questões relacionadas à sua identidade ou orientação sexual, saiba que aqui encontrará um espaço de escuta, acolhimento e compromisso com a sua saúde mental.